Quem ainda está perdido com a melhor forma de usar IA e Automação

A melhor forma de usar Inteligência Artificial (IA) e automação de processos (RPA) de maneira combinada é através da hiperautomação. Enquanto a automação tradicional executa tarefas repetitivas e baseadas em regras fixas (como preencher relatórios), a IA entra na análise de dados não estruturados, tomada de decisão preditiva e leitura inteligente de documentos fiscais e contratos.

Qual a diferença entre automação tradicional e Inteligência Artificial?

O mercado está inundado de promessas sobre Inteligência Artificial, o que tem gerado uma enorme confusão nas lideranças financeiras. Muitas empresas se sentem perdidas sem saber por onde começar ou acabam investindo em ferramentas caras de IA para resolver problemas que uma automação simples e estruturada resolveria com mais eficiência.

Para não errar na estratégia, entenda a divisão de papéis:

  1. Automação (O “Braço”): Executa tarefas repetitivas de forma idêntica e veloz. Se a tarefa envolve copiar dados de uma planilha e colar no Protheus seguindo uma regra clara, o foco é automação.

  2. Inteligência Artificial (O “Cérebro”): Analisa padrões, entende linguagem natural e aprende com o tempo. Se o processo exige interpretar se uma contestação de cobrança por e-mail faz sentido ou prever a inadimplência com base no histórico do cliente, o foco é IA.

Como combinar IA e Automação no Setor Financeiro?

A verdadeira virada de chave acontece quando unimos as duas tecnologias. Imagine o recebimento de notas fiscais: a IA faz a leitura ótica e interpretação inteligente do documento (mesmo que ele mude de layout), extrai as informações cruciais e a automação faz o input desses dados diretamente no ERP, disparando o fluxo de aprovação.

Se a sua empresa ainda se sente perdida, o segredo é começar pelo básico bem-feito: limpe os processos manuais, automatize as regras rígidas e, gradualmente, insira camadas de inteligência para análises preditivas.